Tempo é dinheiro – Quando essa ideia parou de fazer tanto sentido?

Tempo é dinheiro é uma das expressões antigas que são reproduzidas até hoje, mas que já não fazem tanto sentido como alguns anos.

Como resultado, isso também mostra que o mercado está repleto de pessoas que seguem acreditando nesse ideal, provocando uma série de desafios nas finanças pessoais.

Se você faz parte do grupo de pessoas que acredita nesse lema ou mesmo que está tentando lidar com as contas. Vem comigo entender melhor o assunto.

Tempo é dinheiro – De onde saiu essa ideia?

A princípio, a expressão “tempo é dinheiro” é, supostamente de Benjamin Franklin, que só chegou a tal lema após ler uma série de trabalhos de Teofrasto.

Teofrasto foi um filósofo grego nascido em 372 antes de Cristo, que possui mais de 200 trabalhos.

Em algum desses trabalhos, o filósofo chegou à conclusão de que o tempo custa muito caro.

Por ironia do destino ou não, Franklin tornou a expressão muito famosa e, talvez, realmente fizesse sentido naquela época.

Afinal de contas, o trabalho era considerado a partir do tempo, medido e pago de acordo com as horas de trabalho, semelhante ao que acontece nos dias de hoje.

Entretanto, se observássemos hoje a frase do filósofo, talvez a conclusão fosse outra.

O que podemos dizer é que a expressão se tornou uma maneira de dizer sobre como é importante trabalhar para ganhar dinheiro, algo que leva tempo.

Sendo assim, se você “perde tempo” com alguma coisa, também está perdendo dinheiro.

Quando isso parou de fazer sentido?

Em síntese, a forma de trabalho mudou muito ao longo dos anos e, até os dias de hoje, continua evoluindo.

Assim, é possível dizer que, daqui alguns anos, será possível notar novos métodos, diferentes dos que conhecemos hoje.

Mais importante que isso, é entender como essa relação de que tempo é dinheiro começou a não fazer tanto sentido assim.

Primeiramente, você deve entender a seguinte relação comercial: um sujeito é pago de acordo com as horas de trabalho.

Com isso, aquele que trabalhava seis horas por dia ganhava menos que aquele que trabalhava oito horas.

Entretanto, as mudanças vêm acontecendo no mercado.

Como resultado, agora não se trata apenas de horas de serviço, considerando uma mesma função.

Mas sim de qualidade de trabalho e resultados.

Imagine que você é um freelancer e tem um amigo que também é freelancer. Ambos atuam oferecendo consultoria para empresas.

Neste cenário, você cobra R$ 100 por cada hora enquanto o seu amigo cobra R$ 500 por dia, sendo que ele trabalha apenas em horário comercial.

Você pode imaginar que, se trabalhar seis horas por dia, vai ganhar mais do que o seu amigo.

Por outro lado, as chances de ele fechar com um único cliente por um dia inteiro são maiores do que você, em fechar com seis clientes diferentes.

Ou seja, pode ser que ele atenda o cliente por três horas, quatro ou cinco.

Então, o tempo não importa, mas sim o trabalho e ação disponível para aquele dia.

Tempo é dinheiro – Uma mentira, que continua a ser contada

Pensando nessa perspectiva, podemos trazer à tona uma série de outras questões.

Como os investimentos, que nem sempre dependem do tempo, nas da rentabilidade, valor da aplicação e oferta e demanda.

Porém, essa mentira continua a ser contada em vários setores, seja através da ideia de que você trabalhar mais tempo terá mais dinheiro ou mesmo com a ideia de que ao trabalhar por muito tempo, poderá se aposentar.

Mas, neste último casos, você pode se esquecer de pessoas que fizeram bons negócios, ganharam dinheiro em pouco tempo e conseguiram ter uma liberdade aos 40.

Ao mesmo tempo, alguns dizem que o tempo cada vez vale mais dinheiro, já que a partir da importância e capacidade do profissional, o valor cobrado pelos serviços é maior.

Um freelancer consultor iniciante pode cobrar R$ 50 a hora, enquanto um que já tem uma experiência de mercado cobra mais de R$ 200.

Sendo assim, é uma perspectiva interessante e que você deve pensar como parte da sua jornada nas finanças.

Depois desse post, tenho certeza que ficou mais fácil economizar nas contas de final de ano não é mesmo?

Aproveite e comente aqui embaixo o que achou desse conteúdo ou até as suas dicas especiais com nossos leitores.

Grande abraço e até o próximo post!